Amon Amarth - Twilight Of The Thunder God (2008)

Receita para uma das maiores bandas de Metal do mundo, anote ae: Músicos técnicos, feeling escorrendo por cada acorde, músicas intensas, simbologia e temática de trabalho definida, sem soar caduca, e simplesmente o melhor vocalista da atualidade. Não. Você não tem uma banda hipotética. Você tem o Amon Amarth. A banda sueca é considerada um dos pilares do Metal atual, tendo em seu vocalista Johan Hegg um capítulo a parte, em termos de simpatia, presença de palco e, principalmente, técnica e potência.

O Amon é uma banda do chamado Death Metal Melódico. Ou pelo menos de alguma de suas imensas ramificações, que eu não tenho saco para dissecar. Mas sua temática específica (mitos, contos da Mitologia Nórdica, em especial os Vikings) os fizeram receber a alcunha de Viking Death Metal por algumas revistas especializadas.


Twilight of the Thunder God é o sétimo registro de estúdio da banda, e trás tudo que os consagrou: Riffs impressionantes, que cortam sua orelha e lhe obrigam a balançar a cabeça ou fazer, pelo menos por alguns segundos, para que ninguém veja, o air guitar; a potênica e alcance técnico impressionante de Johan Hegg, além da destruição que suas músicas trazem dentro de si.

Tudo é recheado de estudo e simbolismo. A capa, por exemplo, é uma representação de Thor lutando contra Jormungand, serpente gigantesca que pode cobrir a terra com seu veneno, e que trava uma decisiva batalha contra Thor no ragnarok.

Músicas como "Guardians Of Asgard" trazem bem o que a banda passa em suas letras: Standing firm against all odds
Guarding the most sacred home
We protect the realm of gods
Our destiny is carved in stone

Não soa clichê de forma alguma. É um som fortíssimo, em última velocidade, com um vocal gutural de meter medo, e que ao mesmo tempo lhe dá a possibilidade de entender cada sílaba do que o vocalista canta.

Uma das 3 melhores bandas do mundo há alguns anos já. Já falei que Johan Hegg é foda? Baixe isso, seu herege!


Link aqui.

The Fiery Furnaces - I'm Going Away (2009)


Banda curiosa, essa formada pelos irmãos Matthew e Eleanor Friedberger. Começando pelos vocais agudos e a batida seca, que muito lembram o White Stripes. Mas a banda do Brooklyn parece mais refinada nos seus arranjos, um pouco mais complexos. A faixa-título tem um quê de música de desenho animado. A melhor do disco pra mim, "Drive To Dallas", começa como uma singela balada de FM e explode numa zoada infernal no meio da música, para depois retornar ao romantismo do início como se nada tivesse acontecido. "The End Is Near" começa da mesma forma, mas sem o inferno no meio.

A simplicidade 1-2-3 whitestripeana aparece novamente em "Charmaine Champagne", uma musiquinha feliz e cantarolante. O esquema pianinho-guitarrinha-bateria-corinho mantém-se na maioria das faixas. Eles atacam de "N.I.B.", do Black Sabbath, na faixa "Staring At The Steeple". O riff é inconfundível.

O som mantém-se constante até o fim do disco. Não é a melhor banda que você vai ouvir na sua vida, mas o disco é bom de ouvir, pra passar o tempo.

01. I'm Going Away
02. Drive To Dallas
03. The End Is Near
04. Charmaine Champagne
05. Cut The Cake
06. Even In The Rain
07. Staring At The Steeple
08. Ray Bouvier
09. Keep Me In Dark
10. Lost At Sea
11. Cups And Punches
12. Take Me Round Again

In Extremo - Mein Rasend Herz (2005)

O Folk Metal sempre foi um subgênero presente dentro da imensa esfera do Heavy Metal. Mas com o passar do tempo, o estilo foi se desenvolvendo cada vez mais, e ganhando em complexidade. As pessoas consideravam uma banda como sendo "Folk" quando ouviam uma flauta (transversa ou não) ou com o uso de violinos, ou ambos.

É sempre bom lembrar a origem da palavra "Folk". Ela vem de Folk-lore, e de Volk, expressão de origem germânica, que significa "povo". Sendo assim, o Folk Metal remetia a uma sonoridade nativa, popular. Isso é uma característica fantástica, porque diferente de uma banda de Death ou outro estilo, o Folk se reinventa a cada banda de determinada região que você ouve. É sempre uma nova descoberta.

O In Extremo é uma banda alemã, que começou sua carreira em 1995, e hoje é uma referência mundial em bandas do estilo supracitado. Flertando com temáticas medievais, usando gaitas-de-fole dos mais variodos estilos (sim, existe mais de um tipo), Bandolim, Chifre, Shalmei, Drehleier, Gaita Irlandesa, Harpa, Sintetizações, etc, a banda consegue soar com identidade, mesmo se inventando a cada novo material lançado. A gama é imensa. A banda é extremamente prolífica.

Mein Rasend Herz é o 7º registro de estúdio da banda. Aqui, o In Extremo retoma um pouco o "puro" Folk Metal, que havia deixado um pouco de lado em registros anteriores, onde tinha flertado - de maneira exagerada, ao meu ver - com a música eletrônica.

A banda adota um estilo mais direto, com o maior uso de gaitas-de-fole possíveis, sem se tornar um trabalho repetitivo e tosco. Os maiores destaques do disco são Fontaine La Jolie, com um refrão extremamente viciante, muito por causa dos vocais de Michael Rhein, um dos pontos mais altos da banda, além de um solo lindísismo de gaita irlandesa; Signapur, onde a banda adota um estilo mais épico, com uma instrumentação forte e marcante, fazendo uso de sentetizadores; e, sem dúvida alguma, Macht und Dummheit, considerada por muitos - inclusive por este que escreve - a melhor música da carreira da banda, com uso de violões acústicos, e um refrão inesquecível, mais uma vez graças a Rhein.

O disco é sólido, e figura facilmente entre os registros mais potentes da história do Folk Metal. Merece ser apreciado por todos que buscam um registro autêntico do que é um Folk Metal feito de maneira competente, sem ter a necessidade de duendes pulando pelo palco.

Tracklist:

01.: Raue See
02.: Horizont
03.: Wessebronner Gebet
04.: Nur Ihr Allein
05.: Fontaine La Jolie
06.: Macht Und Dummheit
07.: Tannhuser
08.: Liam
09.: Rasend Herz
10.: Signapur
11.: Poc Vecem
12.: Spielmann

In Extremo - Mein Rasend Herz

Top 30 | #27 | Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1971)


É fato que o Tremendão sempre viveu à sombra do bom moço Roberto Carlos. Numa época de grande ingenuidade musical, os dois assumiam papéis de Telecatch, onde Roberto seria uma espécie de Ted Boy Marino e Erasmo, o Coveiro. Papéis criados, cada um ficou com seu pedaço da torta. Roberto ficava com as flores e amores, enquanto Erasmo era o sexo, as drogas e o rock n' roll. Isso acabou por dar ampla vantagem mercadológica a Roberto, que era o queridinho na mídia. Restou a Erasmo a imagem de bad boy.

Mas enquanto sua contraparte boazinha colhia os louros do sucesso, grande parte por causa das parcerias com o Tremendão, Erasmo seguia à margem dos flashes, dadas as devidas proporções. Mas em seu favor havia uma grande competência musical e fluidez de estilos. Roberto não produzia nada além de seus standards românticos cada vez mais bregas. Erasmo partiu para o experimentalismo, alimentando-se de soul e samba, com as necessárias pitadas de rock. E eis que surge esse disco fantástico, o Carlos, Erasmo.

Para o ano, 1971, após o fim recente da Jovem Guarda, o álbum deve ter soado escandaloso para boa parte dos fãs, acostumados com o mamão-com-açucar. E mesmo sob a mira da ditadura, Erasmo conseguiu colocar no mercado uma música como "Maria Joana" que fala exatamente disso que o título diz. O disco já começa com uma festa deliciosa em "De Noite Na Cama", escrita por Caetano Veloso pro Tremendão. Cuíca, berimbau, guitarra discreta que dá o tom, e uma galera da porra arriando no fundo e aparecendo pra cantar o refrão em coro.

Depois, vem uma balada melosa, "Masculino Feminino", em dueto com Marisa Fossa (apropriado, não?). Mas é uma bela música. Segue um rockão, "É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo", tocado com competência. Meio bluseiro, meio soturno. E ele manda bem na funkeada "Dois Animais Na Selva Suja Da Rua". "Gente Aberta" é uma balada suingada, que em alguns momentos tem uma linha de baixo semelhante à de "Ramble On", do Led Zepellin.

Pra fuder a merda, ele manda "Agora Ninguém Chora Mais", de Jorge Ben, num cover fantástico, onde não se percebe a voz de Erasmo, perdida em meio ao coro de vozes sobrepostas. Um dos pontos altos do álbum. "Mundo Deserto" é outra das minhas preferidas. Um disco-rock-soul-funk, mais uma vez permeado por coros e muitos metais. Metais que se repetem em "Ciça Cecília", que foi tema de novela. A já citada "Maria Joana" encerra o disco como ele começa. Com festa, mais berimbau e a Caribe Steel Band, com um coro de fundo sensacional. Chave de ouro.

01. De Noite Na Cama
02. Masculino, Feminino
03. É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo
04. Dois Animais Na Selva Suja Da Rua
05. Gente Aberta
06. Agora Ninguém Chora Mais
07. Sodoma E Gomorra
08. Mundo Deserto
09. Não Te Quero Santa
10. Ciça, Cecília
11. Em Busca Das Canções Perdidas Nº 2
12. 26 Anos De Vida Normal
13. Maria Joana

Isis - Wavering Radiant (2009)

Em meados dos anos 1990, o gênero musical que mais explodiu, em termos numéricos (e nem sempre em termos qualitativos) foi o Metal Melódico, bem como suas variações (Heavy Melódico, Power Melódico, etc). Surgiam bandas aos montes. Parecia que todas já tinham materiais prontos, mas estavam esperando apenas o primeiro registro do estilo aparecer. A partir do ano 2000, a menina dos olhos de ouro da música foi o Sludge. Sendo reducionista e direto, mas didático, o gênero Sludge consiste em um subgênero do Metal (mais precisamente do Doom), com influências do Hardcore e do Punk. Soma-se a isso, pitadas de Música Industrial e do Southern Rock.

E sem dúvida alguma, a banda que encabeça esse gênero musical (que já se ramificou em outros 300 diferentes) é o Isis. A banda é norte-americana, mais precisamente de Boston. Sua carreira tem início em 1998, e a banda já tem no currículo participações dignas, como as de alguns artistas importantes. Como, por exemplo, Mike Patton (Faith No More) e Adam Jones (Tool).

Depois de 3 anos sem um disco oficial lançado (fora EPs), a banda retorna com seu "Wavering Radiant". O quinteto, formado por Aaron Turner, Mike Gallagher, Jeff Caxide, Aaron Harris e Bryant Clifford Meyer, ganhou um status cult, de representante do estilo, após soltar dois clássicos absolutos do gênero: os ótimos Celestial e Panopticon.


O disco segue a mesma linha dos trabalhos anteriores da banda. Músicas longas, complexas, guitarras fortemente distorcidas, uma bateria altíssima, principalmente o bumbo, e os vocais de Aaron Turner, que aparecem hora claros, presentes, hora distantes, como se o mesmo estivesse longe do microfone, criando uma atmosfera interessante em cada música. O legal do Isis, entre outras coisas, é que não são músicas previsíveis. Se em outras bandas você sabe exatamente como será a virada da bateria antes da mesma acontecer, isso é impossível aqui. A instrumentação eletrônica também é presente, e fica cargo do baterista Aaron Haris.

As passagens instrumentais - que são bastante longas - intercaladas com os vocais de Turner dão uma identidade inconfundível à banda. A diferença é que aqui não se vêem solos de guitarras, mas um predomínio do baixo, que parece ser o instrumento-chefe do grupo. A faixa de abetura do CD, Hall of The Dead e a última Threshold of Transformation, são as melhores do trabalho do Isis que, se não supera os dois marcos do estilo, não faz feito, sendo fácil um dos melhores lançamentos de 2009. Obrigatório!


Tracklist:

1 - Hall Of The Dead
2 - Ghost Key
3 - Hand Of The Host
4 - Wavering Radiant
5 - Stone To Wake a Serpent
6 - 20 Minutes / 40 Years
7 - Threshold of Transformation

Isis - Wavering Radiant (2009)

Pearl Jam - No Code (1996)


Talvez o mais obscuro dos álbuns da banda. Se o Vitalogy, de 94, marca o fim de uma era, esse No Code - que veio em seguida - é o começo da nova. Passado todo o frisson de ser uma das bandas que encabeçavam o movimento grunge, o Pearl Jam soa mais tranquilo, não sei se por respeito ao decretado fim do movimento (com a morte de Kurt, o fim do Soundgarden e os problemas de Layne Staley, do Alice In Chains) ou por maturidade mesmo. O 4º álbum de estúdio da banda de Seattle é pouco comercial, a começar pela capa, um mosaico de 144 polaroids que se desdobram e mostram uma foto de estúdio em preto e branco e abriga outras 9 polaroids em tamanho natural com letras de algumas músicas no verso, além, claro, do cd.

Esse foi o primeiro disco da banda que comprei, após ler a crítica de Álvaro Pereira Jr. na Folha de São Paulo pouco após o seu lançamento. Já conhecia a banda de algumas músicas, como "Black" ou "Alive" do Ten, mas só passei a caçá-la realmente após ouvir "I Got Id", que só saiu num compacto chamando Merkinball, que vinha grátis junto com o Mirror Ball de Neil Young.

Aqui, a voz de Eddie Vedder começa a apresentar sinais de desgaste, depois de seu uso exagerado nos primeiros anos da banda. Mas é uma rouquidão que cai bem no No Code, como já pode ser percebido na primeira faixa, a distante, suave e soturna "Sometimes".

Large fingers pushing paint
You're God and you got big hands
The colours blend
The challenges you give, man

Girando 180º vem "Hail, Hail", uma profunda e fantástica DR, com fundo agressivo que torna-se melódico do meio pro fim.

If you're the only one, will I never be enough?
Hail, hail the lucky ones, I refer to those in love

Sometimes realize, I could only be as good as you'll let me
Are you woman enough to be my man?
Bandaged hand in hand

"Who You Are" tem uma levada percurssiva, com uma linha de baixo dissonante e vocais quase gospel. A música seguinte acontece de ser a minha preferida da banda, "In My Tree". Álvaro Pereira Jr. acertou em cheio na sua descrição, ao dizer que ela soa como se Vedder estivesse cantando da beira de um precipício. O baixo constante e entediante do início, acompanhando dos tons de Jack Irons, passam por uma bridge onde a guitarra dá leves toques com muito delay, para desafogar num refrão vigoroso. Vedder canta com muita franqueza uma letra extremamente pessoal.

I'm so light the wind me shakes
I'm so high the sky I scrape
Yea, I'm so high I hold just one breath
To go back to my nest, to sleep with innocence

"Smile" é um blues que tenta ser feliz e traz você de volta ao mundo. "Off He Goes" é uma bela balada acústica com uma letra-história no melhor estilo Vedder.

And I wonder bout his insides
Its like his thoughts are too big for his size
He's been taken, where I don't know
Off he goes with his perfectly unkept hope
There he goes

"Habit" é a mais pesada do disco, com McCready e Gossard querendo arrancar as cordas da guitarra e o vocal de Vedder rasgado. Assim como "Hail, Hail", ela tem quê de anos 70. "Red Mosquito" é outro blues, onde a voz dele parece querer voltar. "Lukin" é praticamente uma vinheta de um minuto que conta uma pequena saga urbana. Pesada. "Present Tense" seria, talvez, a música mais comercial daqui. Uma bela balada semi-acústica onde os vocais novamente se destacam, além da letra.

You can spend your time alone
Redigesting past regrets
Or you can come to terms and realize
You're the only one who cannot forgive yourself
Make much more sense
To live in the present tense

"Mankind" é um punk-rock-3-acordes cantado por Gossard, sem muitas firulas. A faixa que se segue "I'm Open" é praticamente um mantra Enya-style que pode figurar entra as músicas mais estranhas da banda. Fechando o álbum, "Around The Bend", baladinha suave que sincronizaria bem com o vai-e-vem das ondas do mar, naquele clima de fim de tarde. Bom disco, um dos melhores dessa ex-banda e ex-banda preferida.

01. Sometimes
02. Hail, Hail
03. Who You Are
04. In My Tree
05. Smile
06. Off He Goes
07. Habit
08. Red Mosquito
09. Lukin
10. Present Tense
11. Mankind
12. I'm Open
13. Around the Bend

Pearl Jam - No Code

Devin Townsend Project - Addicted (2009)

Você conhece o músico canadense que atende pelo nome de Devin Townsend? Não? Então está perdendo um dos seres vivos mais prolíficos do mundo da música. Este senhor é nascido em 5 de Maio de 1972, e é considerado um dos melhores e mais controversos músicos do mundo. Quem lê esse Blog sabe sempre procuro sonoridades singulares, originais, trabalhadas e, principalmente, músicos que não tenham limites criativos, mesmo que criem merdas em algum determinado momento de sua carreira. "Só erra quem tá lá, sacô truta?"

Atente bem para o nome da "banda": É Devin Townsend Project. Não é Devin Townsend ou The Devin Townsend Band. Esses dois sendo "projetos diferentes" de Devin. Com sonoridades completamente diferentes, esses projetos fazem parte de Devin, que tem uma discografia extremamente extensa, mas que dá guinadas violentas em sua sonoridade. Exatamente por isso a quantidade de ramificações do que, para algum desavisado, poderia soar como a mesma coisa.

Devin Townsend Project é um outro vertente do trabalho dele, considerado pelo mesmo um trabalho em separado, no tocante a sua discografia. O projeto compreende quatro álbuns de diferentes estilos musicais, cada um com um conjunto diferente de participações/ músicos de apoio a Townsend.

O Addicted já é o segundo trabalho dessa quadrilogia, que teve o álbum "Ki" como seu ponto de partida. Os discos, como já foi dito, não são interligados. Não tem nenhuma historinha ou qualquer espécie de jornada conceitual. É apenas um músico explorando ao máximo sua capacidade inventiva.

Neste trabalho, Devin trabalha ao lado de outra mente genial. A vocalista holandesa Anneke van Giersbergen, ex-vocalista do The Gathering, em duetos espetaculares. O som caracteriza-se por uma pegada progressiva e industrial, com um forte uso de sintetizadores e demais sonoridades eletrônicas.

O disco tem uma sonoridade grandiosa, e pode não agradar aos fãs "véios" de Townsend, visto que é mais puxado pra um "Pop Complexo". Townsend faz um uso de guitarras tradicionais, sem usar baixa distorção, e deixando de lado os vocais guturais insanos, que o eternizaram no Strapping Young Lad. O disco é uma verdadeira montanha-russa, tendo faixas praticamente a cappela, e canções fortes, grandiosas, como é o caso de "Supercrush" e "Hyperdrive".

O desempenho de Anneke é o esperado: Esplêndido. Melhor do que eu, é melhor a opinião do malucão sobre o disco:

"Mas, de várias formas, eu acho que o que 'Addicted', esse disco, é sobre é, bem, dizer que não há nada mais. Dizer que isso é tudo. Sabe, que há esse infinito espaço de nada sobre nós e tudo o que temos é, tipo, um bando de outros humanos. Então qual é o resultado final disso? E, por anos, minha música tem sido realmente meio metafórica, e tem havido muita escuridão na música. Mas a percepção de que talvez não haja nada mais foi realmente revigorante pra mim porque eu pensei. 'Ok, se não há mais nada, então tudo o que precisamos ter é uns aos outros. Então o que nós queremos fazer? Nós provamos uns aos outros que estamos certos?'"

Tá dentro da aventura? Mergulha no mundo de Devin Townsend, e tu vai ver que nem precisa mais de álcool, nem nenhuma outra droga, mano.

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