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Omar Rodriguez-Lopez - Solar Gambling (2009)


O porto-riquenho é o líder do Mars Volta, excelente guitarrista canhoto e hiperativo. Além de gravar com a banda, encontra espaço e acordes para gravar uns 3 discos solo por ano. O mais recente é esse Solar Gambling, onde ele mantém a pegada assimétrica e tende ao experimental. Com mais liberdade para trabalhar do que tem no Mars Volta (como se precisasse), ele adiciona vocais em espanhol e melodias totalmente dissonantes. Mas tudo soando ainda muito familiar, desde as distorções usadas aos vocais de Ximena Sarinana, namorada do moço, que em alguns momentos lembram o timbre do parceiro velho de guerra, Cedric Bixler-Zavala.

Mas apesar das semelhanças, seu trabalho solo parece mais guitar-focused, semelhante ao do seu amigo John Frusciante. Ele parece querer explorar mais as nuances do instrumento que por tanto tempo detestou. Por isso abusa dos pedais, os quais ele começou a ver como aliados em sua guerra contra a guitarra, pois seu objetivo era fazer com que o instrumento soasse como qualquer coisa diferente dessa coisa que ele odeia: a própria guitarra.

Comparado com seus trabalho anteriores, esse é bem mais acessível, algo como o disco de baladas do Omar. Mas o que importa é que o cara é realmente foda, para conseguir compor tanto para tantos, considerando que ele produz qualquer coisa muito além dos três-acordes usuais das bandas atuais.

01. Locomocion Capilar
02. Las Flores Com Limón
03. Colmillo Castrado
04. Un Buitre Amado Me Pico
05. Poincaré
06. Los Tentáculos De La Libélula
07. Miel Del Ojo
08. Lorentz
09. Vasco Da Gama

The Mars Volta - Tremulant (2002)

Que o Mars Volta é uma das bandinhas mais contraditórias, questionadas, ora superestimada, ora subestimada, quem conhece sabe. Muitos os criticam pelo caos que criaram em seus álbuns, com suas melodias quebradas, sons agudos, batidas inconstantes e alucinadas, letras desconexas e até o uso de falsetes por parte Cedric Bixler-Zavala, que junto com Omar Rodriguez-Lopez formou a banda, após a saída de ambos do At The Drive-In por divergências criativas (os demais membros formaram o Sparta).

O Tremulant foi o EP que os apresentou ao mundo. Ele abre com uma introdução percurssiva de dois minutos em "Cut That City", para explodir repentinamente. É o início da indisciplinada harmonia da banda. Eles abusam do uso de distorções nos vocais no meio da música e de ecos nos vocais do refrão. Depois disso, vem "Concertina", que começa lenta para depois explodir num refrão vigoroso. Após o refrão, mais uma característica da banda que eles carregaram nos outros álbuns: letras em espanhol. Nova explosão do refrão, seguida por um dos vários riffs complicadíssimos de Rodriguez-Lopez.

Fechando o EP, vem minha faixa preferida: "Eunuch Provocateur" e seus quase 9 minutos. Ela começa com um riff firme e repetitivo, pára para um sampler de um antigo disco de vinil que a banda utilizou e explode numa porrada. Destaque para o teclado, que dá o ar jazzístico da música. Aqui, a bateria não é tocada; ela apanha. No fim da música, novo sampler. Dessa vez, da canção popular "Itsy Bitsy Spider", tocada de trás pra frente.

Eu encaixaria esse EP entre o "Frances The Mute" e o "De-Loused In The Comatorium", na minha lista de preferência, pelo simples fato de suas 3 músicas serem excelentes.

01. Cut That City
02. Concertina
03. Eunuch Provocateur

The Mars Volta - Tremulant
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