The Flaming Lips - Embryonic (2009)


Maldita hora que fui inventar um Top 30. Esse disco só apareceu depois, e certamente ficaria entre os 10 melhores. Entre 0s 5, aliás. Ou até entre os 3. Se brincar, desbancava o número 1. Disco do ano. Melhor. Se Ok Computer foi o grande disco dos anos 90 (foi mal, Nevermind), esse é o melhor dos anos 2000, ganhando o título aos 45 do segundo tempo.

Seria pouco provável que uma banda com 26 anos de estrada lançasse um petardo desses nessa altura do campeonato, mesmo com seus aclamados últimos álbuns. Uma das poucas bandas no cenário atual que consegue manter tamanha regularidade depois de tanto tempo. Pois, o som do Flaming Lips preza pela psicodelia extrema. Uma heterogeneidade que sempre pega os mais despreparados de surpresa. E ainda assim, com toda a crítica favorável e os prêmios, a banda consegue se manter fora do mainstream.

Tenho pouco pra falar desse Embryonic. É simplesmente fantástico. Lindo em cada acorde sujo que permeia todas as 18 faixas. Velho, eles usam HARPAS! Um instrumento quase extinto e obsoleto. E eles as usam com propriedade. Os demais arranjos de cordas são sensacionais, como em "Scorpio Sword" e "Aquarius Sabotage". A faixa que a sucede, "The Impulse" é a mais retrô de todas, impulsionada pelo vocoder de Wayne Coyne. "Worm Mountains" é uma porrada vigorosa, a melhor do disco, com participação do MGMT. "Virgo Self-Esteem Broadcast" muito me lembra a parte final de "Steam Will Rise", do Silverchair, porém com requintes de telescópio. Linda. "I Can Be A Frog" é uma música bonitinha, que conta com a participação de Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, nos vocais gravados por telefone, onde ela imita os animais que Wayne vai pedindo durante a música.

Porra, não vou falar mais dessa obra de arte. É perfeito. Wayne Coyne admitiu ter bebido de fontes como o Psycho Graffiti do Led Zepellin e o White Album dos Beatles. E o disco é propositalmente cheio de ruídos e mal-gravado. Puta que pariu, é foda!

01. Convinced Of The Hex
02. The Sparrow Looks Up At The Machine
03. Evil
04. Aquarious Sabotage
05. See The Leaves
06. If
07. Gemini Syringes
08. Your Bats
09. Powerless
10. The Ego's Last Stand
11. I Can Be A Frog
12. Sagittarius Silver Announcement
13. Worm Mountain
14. Scorpio Sword
15. The Impulse
16. Silver Trembling Hands
17. Virgo Self-Esteem Broadcast
18. Watching The Planets
2004 foi um anoi extremamente produtivo, em termos de grandes lançamentos no - meu - mundo musical. Bandas como Die Apokalyptischen Reiter, Amon Amarth e Dargaard lançaram CDs que podem ser facilmente enquadrados como seus melhores, ou um dos melhores.

No caso do Orphaned Land, foi um pouco diferente. A banda vinha de um longo hiato de mais de 6 anos sem lançar nenhum disco de estúdio. Muitos achavam que a banda tinha, inclusive, encerrado as atividades. Ledo engano. Os israelenses executam um Folk característico do Oriente Médio: Instrumentos musicais existentes apenas naquela região do globo, tornam o som da banda único, englobando música Folk, popular de Israel, Death Metal, música progressive, percussão oriental, entre outras aventuras. Tudo feito com uma elegância e técnica ímpar.

O quinteto, formado por Kobi Farh, Yossi Sassi, Matti Svatizky, Uri Zelcha e Eden Rabin produziu esse disco, que até hoje é considerado como um dos melhores do novo século, dentro das várias esferas do Metal.

Mabool: The Story Of The Three Sons Of Seven é o terceiro álbum Orphaned Land. O conceito gira em torno do grande dilúvio bíblico e da consequente divisão das três religiões abraâmicas: O cristianismo, o judaísmo e o islamismo. As canções são relaxantes e potentes e emocionais. Cada um por si, uma pequena obra-prima.

Destaque absoluta para a faixa 01, Birth Of The Three (The Unificcation) e para a faixa 03, The Kiss Of Babylon (The Sins), que, juntas, englobam tudo o que está presente no CD. Cantores israelense, declamando cânticos religosos populares, em meio a uma tempestade de flautas, instrumentos de corda, e os vocais precisos de Kobi, que passeiam entre o gutural e o mais suave dos tons.

O disco é cantado em hebráico e em inglês, tornando a sonoridade ainda mais peculiar e interessante. Esse disco foi um marco na carreira da banda, que depois do mesmo, se viu alçada a um novo patamar dentro do Metal, entrando no Hall dos grandes.

Uma absoluta obra-prima da música. Um dos meus discos favoritos, que merece ser apreciado.

The Story Of Three Sons of Seven

The Mars Volta - Tremulant (2002)

Que o Mars Volta é uma das bandinhas mais contraditórias, questionadas, ora superestimada, ora subestimada, quem conhece sabe. Muitos os criticam pelo caos que criaram em seus álbuns, com suas melodias quebradas, sons agudos, batidas inconstantes e alucinadas, letras desconexas e até o uso de falsetes por parte Cedric Bixler-Zavala, que junto com Omar Rodriguez-Lopez formou a banda, após a saída de ambos do At The Drive-In por divergências criativas (os demais membros formaram o Sparta).

O Tremulant foi o EP que os apresentou ao mundo. Ele abre com uma introdução percurssiva de dois minutos em "Cut That City", para explodir repentinamente. É o início da indisciplinada harmonia da banda. Eles abusam do uso de distorções nos vocais no meio da música e de ecos nos vocais do refrão. Depois disso, vem "Concertina", que começa lenta para depois explodir num refrão vigoroso. Após o refrão, mais uma característica da banda que eles carregaram nos outros álbuns: letras em espanhol. Nova explosão do refrão, seguida por um dos vários riffs complicadíssimos de Rodriguez-Lopez.

Fechando o EP, vem minha faixa preferida: "Eunuch Provocateur" e seus quase 9 minutos. Ela começa com um riff firme e repetitivo, pára para um sampler de um antigo disco de vinil que a banda utilizou e explode numa porrada. Destaque para o teclado, que dá o ar jazzístico da música. Aqui, a bateria não é tocada; ela apanha. No fim da música, novo sampler. Dessa vez, da canção popular "Itsy Bitsy Spider", tocada de trás pra frente.

Eu encaixaria esse EP entre o "Frances The Mute" e o "De-Loused In The Comatorium", na minha lista de preferência, pelo simples fato de suas 3 músicas serem excelentes.

01. Cut That City
02. Concertina
03. Eunuch Provocateur

The Mars Volta - Tremulant

Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da (2009)

Finalmente! A espera terminou. Depois de muito disse-me-disse, o Rammstein apareceu.

E depois de dois álbuns com muita experimentação, o Rammstein digere bem o que aprendeu e retorna para uma linha mais próxima do excelente 'Mutter' neste 'Liebe ist für alle da' ou simplesmente LIFAD. A comparação com 'Mutter' é injusta para uma banda que sempre explorou muito bem as possibilidades sonoras criadas por Flake Lorenz e companhia, mas é a referência mais notável nas onze faixas, que soam tão variadamente como o Dimmu Borgir em 'In Sorte Diaboli' e o RUSH em 'Snakes & Arrows' (o riff de Roter Sand evoca instantaneamente Bravest Face do trio canadense).

'Rammlied' abre o álbum com a precisão característica dos alemães, com coro no refrão e um riff direto e poderoso. 'Ich Tu Dir Weh' inicia com um teclado suave e segue alternando levadas muito pesadas e um tema principal que é, na medida do possível, suave. 'Waidmanns Hail' é direta, numa pegada de marcha militar que lembra 'Links 2-3-4'. Já 'Haifisch' começa como uma releitura do tema que abre o primeiro disco do sexteto alemão, resgatando muito do estilo característico dos dois primeiros álbuns da banda.

'B********' lembra a fenomenal 'Mein Teil', com o teclado criando um clima de horror e os vocais transitando entre sussurros e o refrão urrado. 'Fruhling in Paris' traz um belo trabalho de cordas, com Till interpretando a letra de maneira bem suave, como em algumas canções do 'Rosenrot'. Mais uma das canções baseada em fatos reais, 'Wiener Blut' trata do caso do austríaco Josef Fritzl, o pai incestuoso que teve sete filhos com sua filha mais velha, mantida em cativeiro num porão durante 24 anos.

'Pussy' é o primeiro single do álbum e fala sobre turismo sexual. Cantada em inglês e alemão, teve seu videoclipe divulgado através de um site de hospedagem de vídeos pornográficos, dado o conteúdo sexualmente explícito. A canção-título é a mais curta do álbum e passa como um dos momentos menos inspirados do trabalho. O disco se fecha com duas canções que flertam com o quê o Rammstein faz de mais parecido com uma balada, como também terminava seu álbum anterior, mas sem o brilhantismo de 'Los' ou 'Amour'.

LIFAD não é o melhor álbum do Rammstein, mas é maduro e consistente, fazendo jus ao alto nível de todos os lançamentos da banda. Resta torcer para que a turnê deste sexto disco dos alemães os traga de volta ao Brasil, desta vez como atração principal. E este que vos fala, estará lá.


Liebe Ist Fur Alle Da

Top 30 | #28 | Prodigy - The Fat Of The Land (1997)


Enfim, o homem colocou um disco decente aí. O Perfect Circle, diria, é um Tool mais acessível, saindo de temas como filosofia oriental, essência humana e aliens para uma atmosfera mais medieval, antiga. Brevemente, eles aparecerão de novo aqui.

Quando era jovem, nutria um preconceito terrível pela chamada música eletrônica e suas vertentes, o tecnô, o house, o drum n' bass, sasporras. Muito disso veio da insuportável Jovem Pan e Suas Sete Melhores. Então, tudo o que se ouvia era Scatman John, Corona, Haddaway e Double You. E isso, convenhamos, era um lixo. Então, pra mim, se não tinha guitarra - como já dissera em outro post - não prestava. Tinha que ser sujo e pesado (não um XXX, ncecessariamente). Em meados de 97, 98, eu já estava enveredando pro lado do industrial, depois de ouvir a trilha de O Corvo, com Gravity Kills e Machines Of Loving Grace, e de conhecer Trent Reznor. A mistura do eletrônico com o rock começou a soar redonda.

Então, pra curtir o Prodigy nem foi tão difícil. Era eletrônico? Sim. Mas tinha peso, inclusive até algumas guitarras. Mas, mais que o peso dos instrumentos, havia a atmosfera suja, junkie e subterrânea. Quando "Breathe" estourou, foi uma revolução na minha cabeça. Do visual dos caras ao visual do próprio clipe, passando pelo som cadavérico dos sujeitos. O baixo frenético e alto, a batida seca e a guitarra distorcida do refrão transformavam aquilo num... rock.

"Firestarter" foi outra que pipocou, e seguia a mesma linha da primeira. O sotaque fortíssimo de Keith Flint, a batida alucinante e um instrumental que muito lembra um amedrontador zumbido de inseto faziam dela uma música pouco apropriada para pistas de dança. Caso tocasse numa pista de dança, pouco se conseguiria em termos de flerte.

Mas a verdadeira polêmica girava em torno da faixa que abre o disco, "Smack My Bitch Up". A introdução da guitarra já dá o tom da música. Mais pesada que ela, só o clipe. Filmado em primeira pessoa, contém cenas de agressão, aplicação de drogas, direção irresponsável, nudez e sexo, tendo sido proibido em uma porrada de países. E onde é liberado, o clipe só pode passar depois de 0h. Não sei se esse tipo de repressão funciona. Pra mim, serve mais para instigar e dar más ideias.

Excelente disco. Um divisor de águas do gênero, na época. E pra fazer uma banda de eletrônica participar de festivais de rock mundo afora e ser bem-recebida, tem que ser bom mesmo.

01. Smack My Bitch Up
02. Breathe
03. Diesel Power
04. Funky Shit
05. Serial Thrilla
06. Mindfields
07. Narayan
08. Firestarter
09. Climbatize
10. Fuel My Fire

Prodigy - The Fat Of The Land
Maynard James Keenan é um cara engraçado. O cara, no começo dos anos 1980, trabalhava em design de interiores em, Los Angeles, EUA. Ao longo da década, começou a tocar com uns amigos do trabalho e, no final dessa década e começo dos anos 1990, fundou o Tool. Essa banda, carro chefe de Maynard, é caracterizada por um som mais puxado para o Heavy Metal, no começo de sua carreira, e mergulhando fundo no que chamam de "Metal Alternativo" nos anos posteriores. Mas tudo isso, sinceramente, seria limitar demais os horizontes de Maynard. Tanto no Tool, quanto no A Perfect Circle, seus limites musicais são totalmente flexíveis.

O A Perfect Circle surgiu após uma longa batalha judicial entre Maynard e outros membros do Tool, com o primeiro fundando aquela banda em 1999. Logo depois, em 2000, a banda soltaria seu primeiro material, chamado Mer de Noms.
É considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo até agora.

'Mer de Noms' significa 'Mar de Nomes'. Ao virar o CD e ler a contracapa, entendemos o porquê. Entre as 12 faixas do CD, 7 são nomes de pessoas.

A diversidade encontrada nesse álbum impede que o ouvinte fique indiferente à mudança de estilos.
Existem lindas baladas, como 3 Libras, Breña e a incrível Orestes (que tem uma das mais belas frases de toda a banda, "one more medicated peaceful moment (give me)"), que conta a lenda mitológica da visão do próprio Orestes.

Maynard mostra toda sua mágoa contra a própria mãe em Judith, onde 'desafia' o Deus em quem ela confiou ao recusar o tratamento contra seu câncer, levando-a a morrer. Temos faixas que te deixam angustiado (positivamente), com um ritmo prestes a explodir ao menor esforço (Rose é o melhor exemplo disso). A bela Renholdër, um instrumental com uma pegada introdutório, deixando você na expectativa do que virá depois. Tudo regado a excelente técnica musical, baixa distorção de guitarras, num clima absurdamente intimista e pessoal, preconizado por Maynard.

Enfim, esse é o tipo de disco onde qualquer ouvinte encontra pelo menos uma ou duas faixas que deixaria no repeat. E se você gosta de variedade e beleza, não pode deixar de ter este álbum na sua coleção.

1. The Hollow (2:55)
2. Magdalena (4:03)
3. Rose (3:24)
4. Judith (4:03)
5. Orestes (4:45)
6. 3 Libras (3:35)
7. Sleeping Beauty (4:10)
8. Thomas (3:29)
9. Renholdër (2:24)
10. Thinking Of You (4:31)
11. Breña (4:02)
12. Over (2:20)

Mer de Noms

Inglourious Basterds - Original Soundratck (2009)

Tô dizendo que tudo gira em volta do anel... o cara posta a trilha medieval-fantástica da orgia de Tolkien e depois vem dizer que eu implico. "Oooh! Trilha sonora com orquestra!" Que novidade, hein? Quase tão previsível quanto a vitória do mocinho, o casamento da menina que odeia um cara e casa com ele mesmo ou a volta de Jason no próximo Sexta-Feira 13. Inclusive, essas trilhas tornam o próprio filme previsível. Cena de expectativa, suspense? Coloca aquela trilha que começa baixinha e vai subindo de acordo com a tensão. É tiro e queda, vá por mim. Isso vem funcionando há quase 50 anos. Hitchcock foi genial no seu Psicose. Spielberg fez o mesmo com Tubarão, copiando o primeiro. E daí, foi uma sucessão de repetições.

Mas eis que apareceu Tarantino. Esse não tem nada de original. Toda a sua obra foi feita à base de uma mistura heterogênea de influências que permearam toda a sua vida, de filmes de kung-fu e westerns dos anos 70 a Scorceses puro malte. Mas ele tem uma diferença: a dignidade de assumir isso. Mas ele tem seus méritos. Ele injetou cultura pop em filmes que prezam pela sem-vergonhice, pela violência gratuita e pelos diálogos épicos ("What motorcycle is this?" "It's a chopper, babe" "And whose chopper is this?" "It's Zed's" "Who's Zed?" "Zed's dead, babe... Zed's dead"), que inspirou um certo carinha chamado Guy Ritchie, que mandou bem nos seus Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch.

Pulp Fiction foi o filme que o consagrou. E merecidamente. A ação despudorada e sem censura andando de mãos dadas com o humor ácido e ignorante de Tarantino transformaram o filme num dos maiores clássicos da história. E revelaram uma outra faceta do diretor: seu esmero e meticulosidade na hora de montar suas trilhas sonoras. Na verdade, parece que ele se diverte mais fazendo essa parte que os próprios filmes. E são, de fato, verdadeiros espetáculos à parte. A trilha de Pulp Fiction é uma das mais bem-sacadas que Hollywood já ouviu, incluindo nela "as cinco melhores bandas obscuras de surf music da história". E apesar do ecletismo da seleção, em nenhum momento qualquer uma das músicas fica deslocada em relação ao filme. E essa é a arte da trilha sonora: surpreender. E Tarantino sempre consegue arrancar um sorriso da platéia ao apresentar cada música de suas trilhas nos filmes.

E sua capacidade foi mostrada novamente em Jackie Brown, Kill Bill, Grindhouse e, agora, em Inglourious Basterds. Engraçado ver um filme passado na Segunda Guerra com todas as suas músicas sido compostas apenas décadas mais tarde. E todas elas foram sugadas de outros filmes, mostrando quantas faces uma mesma música pode ter. As vinhetas que apresentam os personagens dão uma dinâmica HQnesca à coisa. E em nenhum outro filme você poderá ver um Hitler atuando sobre um fundo musical country. Pra mim, o grande destaque fica por conta de "Cat People (Putting Out The Fire)", de David Bowie, tocando inteira quando a heroína judia Shoshanna prepara seu cinema para pegar fogo, preparando seu figurino femme fatale, e enquanto os figurões da SS vão se acomodando em suas poltronas.

Trilhaça para um filmaço.

01. Nick Perito - The Green Leaves Of Summer
02. Ennio Morricone - The Veredict Dopo La Condanna
03. Charles Bernstein - White Lightning
04. Billy Preston - Slaughter
05. Ennio Morricone - The Surrender La Resa
06. The Film Studio Orchestra - One Silver Dollar Un Dollaro Bucato
07. Zarah Leander - Davon Geht Die Welt Nicht Unter
08. Samantha Shelton & Michael Andrew - the Man With The Big Sombrero
09. Lilian Harvey & Willy Fritsch - Ich Wollt Ich Waer Ein Huhn
10. Jacques Loussier-Main Theme from Dark of the Sun
11. David Bowie - Cat People (Putting Out The Fire)
12. Lalo Schifrin - Tiger Tank
13. Ennio Morricone - Un Amico
14. Ennio Morricone - Rabbia E Tarantella

Inglourious Basterds - Original Soundratck
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