
01. Convinced Of The Hex

2004 foi um anoi extremamente produtivo, em termos de grandes lançamentos no - meu - mundo musical. Bandas como Die Apokalyptischen Reiter, Amon Amarth e Dargaard lançaram CDs que podem ser facilmente enquadrados como seus melhores, ou um dos melhores.
Que o Mars Volta é uma das bandinhas mais contraditórias, questionadas, ora superestimada, ora subestimada, quem conhece sabe. Muitos os criticam pelo caos que criaram em seus álbuns, com suas melodias quebradas, sons agudos, batidas inconstantes e alucinadas, letras desconexas e até o uso de falsetes por parte Cedric Bixler-Zavala, que junto com Omar Rodriguez-Lopez formou a banda, após a saída de ambos do At The Drive-In por divergências criativas (os demais membros formaram o Sparta).
Finalmente! A espera terminou. Depois de muito disse-me-disse, o Rammstein apareceu.'Rammlied' abre o álbum com a precisão característica dos alemães, com coro no refrão e um riff direto e poderoso. 'Ich Tu Dir Weh' inicia com um teclado suave e segue alternando levadas muito pesadas e um tema principal que é, na medida do possível, suave. 'Waidmanns Hail' é direta, numa pegada de marcha militar que lembra 'Links 2-3-4'. Já 'Haifisch' começa como uma releitura do tema que abre o primeiro disco do sexteto alemão, resgatando muito do estilo característico dos dois primeiros álbuns da banda.
'B********' lembra a fenomenal 'Mein Teil', com o teclado criando um clima de horror e os vocais transitando entre sussurros e o refrão urrado. 'Fruhling in Paris' traz um belo trabalho de cordas, com Till interpretando a letra de maneira bem suave, como em algumas canções do 'Rosenrot'. Mais uma das canções baseada em fatos reais, 'Wiener Blut' trata do caso do austríaco Josef Fritzl, o pai incestuoso que teve sete filhos com sua filha mais velha, mantida em cativeiro num porão durante 24 anos.
'Pussy' é o primeiro single do álbum e fala sobre turismo sexual. Cantada em inglês e alemão, teve seu videoclipe divulgado através de um site de hospedagem de vídeos pornográficos, dado o conteúdo sexualmente explícito. A canção-título é a mais curta do álbum e passa como um dos momentos menos inspirados do trabalho. O disco se fecha com duas canções que flertam com o quê o Rammstein faz de mais parecido com uma balada, como também terminava seu álbum anterior, mas sem o brilhantismo de 'Los' ou 'Amour'.
LIFAD não é o melhor álbum do Rammstein, mas é maduro e consistente, fazendo jus ao alto nível de todos os lançamentos da banda. Resta torcer para que a turnê deste sexto disco dos alemães os traga de volta ao Brasil, desta vez como atração principal. E este que vos fala, estará lá.

l, chamado Mer de Noms.
Tô dizendo que tudo gira em volta do anel... o cara posta a trilha medieval-fantástica da orgia de Tolkien e depois vem dizer que eu implico. "Oooh! Trilha sonora com orquestra!" Que novidade, hein? Quase tão previsível quanto a vitória do mocinho, o casamento da menina que odeia um cara e casa com ele mesmo ou a volta de Jason no próximo Sexta-Feira 13. Inclusive, essas trilhas tornam o próprio filme previsível. Cena de expectativa, suspense? Coloca aquela trilha que começa baixinha e vai subindo de acordo com a tensão. É tiro e queda, vá por mim. Isso vem funcionando há quase 50 anos. Hitchcock foi genial no seu Psicose. Spielberg fez o mesmo com Tubarão, copiando o primeiro. E daí, foi uma sucessão de repetições.Copyright © 2009 Hard Vs. Rock
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